Reporter Scene de Caxias do Sul/RS...
ESPERO nos vermos GRIZALHOS RSRSRSRRS (ACHO QUE MAIS UMA DÉCADA E MEIA ISSO JÁ ACONTECE RSRSRSRS) NESSA INDUMENTáRIA TODA ONDE MUITOS ESTÃO SÓ DE PASSAGEM OU NADA CONTRIBUEM SiGNIFICATIVAMENTE.
Atualmente, Connie e eu damos suporte para a identificação cultural Raw Punk, de São Paulo, Brasília e alguns contatos do exterior, Suécia, Holanda e Colômbia, até então, e claro a cena gaúcha, que vem surgindo com força também.
Caxias do sul também tem street punks que se mantém do mangueio, (pedir dinheiro na rua) e em nossa maioria infelizmente alguns cumprem horário em fábricas para seu sustento. Mantenho um trabalho de tattoo e piercing, o qual na realidade há um bom tempo tem sido a única fonte de renda para mim e de certa forma tem me deixado à margem do patronato.
A única atividade social que tenho desenvolvido atualmente é a coordenação de uma O.N.G. de prevenção ao álcool e outras drogas. Tenho um espaço cedido também em uma rádio local no qual o tema do programa trata do mesmo.
Caxias do sul no meio punk ainda apresenta respeito e tolerância entre os indivíduos punks da cidade.
A RAWCOR segue em passos firmes em meio essa indumentária toda.
Por aqui o punk segue fazendo questão de não se limitar e sim cativar nossas amizades e contatos reais e em grande parte somos poucas pessoas cuidando de nossas vidas e fazendo o mais difícil *viver*, nada de mais e muito menos de menos. Por aqui o punk segue, simplesmente punk...
Entrevista com a banda Rawcor

1. Conte sobre o início da banda até hoje?
Felipe: Bom, a Rawcor em sí, surgiu recentemente. Eu e o Fantasma estavamos na Kaos Iminente antes, banda essa que já vinha também de outras formações. Começamos a ensaiar com o Achiles na bateria, e montamos a Rawcor.
2.Em relação ao nome da banda,qual significado Rawcor?
Felipe: Pegamos a palavra Rancor, o significado parte daí. E resolvemos ao mesmo tempo ter um nome próprio e diferente também que nos identificasse como banda punk, que identificasse a nossa cultura. Acho que tudo isso se mesclou, e surgiu, Rawcor.
3. Vocês tem influências diretas de outras bandas?
Felipe: Diretas eu diria que não, pois cada integrante tem suas preferências, eu particularmente sou bem eclético, gosto desde de bandas dos anos 70, como Clash, Plasmatics, escuto muita coisa dos anos 80, (acho que não preciso nem citar clássicos né! Asta Kask, Rattus, Riistetyt, Kaaos, Anti Cimex e por aí vai...) e paro para ouvir muita coisa boa que surge agora, que vinha surgindo desde os anos 90, desde o punk hardcore tradicional indo até o Crust. Mas como disse, cada um tem suas preferencias sonóras! Acho que tudo isso acaba sendo bom, pois a gente consegue fazer um som que não soe como cópia de alguma outra banda. Tentamos fazer algo, enérgico, pesado, criativo e original.
4.O que falam as letras da banda?
Felipe: São vários os temas que nos inspiram , pode ser o dia -a-dia que a gente vive, nossa rotina, o que vemos e vivemos nas ruas, ou até mesmo algo que vemos em um noticiário na t.v.! Ou seja, a realidade que nos cerca. Isso a gente faz, tanto de forma eu diria "poética", como também escancarando diretamente nas frases.
5.Como vocês vêem o punx aí em Caxias?
Felipe: Aqui em Caxias... é.. complicado, não são muitos indivíduos, aí, muitas vezes fica difícil para você estar organizando algum tipo de evento. Sempre que possível a gente procura esta organizando gigs (em breve sairão algumas aqui na região). Esses eventos além de divulgar as bandas acredito que possa ajudar a reaproximar as pessoas. E por que não aproximar outras pessoas também. Mostrar que o punk não é só brigas dentro da cena. Acho que é isso que está faltando em Caxias. Essas brigas, e imposições de idéias que aconteceram no passado, acabaram por afastar e amedrontar muita gente dentro da cena punk aqui, quem ficou acabou se dividindo.
6.Quais os outros trabalhos dentro da cultura punx que vocês realizam?
Felipe: Bem, eu editei o zine Atake Subversivo, e por ultimo o Disphonia. O Fantasma tem o Palavras Asperas. Ultimamente tenho me dedicado bastante à banda, ensaios, gravações, divulgação do material etc. Infelizmente, com mais os corres do dia – a - dia, fica difícil você conseguir fazer tudo! As vezes é melhor fazer uma coisa bem feita do que um monte pela metade! Acredito, que a banda também é uma forma de valorização e expressão da cultura punk. Pois através de uma letra, através de um encarte, você pode estar passando uma idéia, assim como dentro de um zine, ou uma poesia, ou uma panfletagem que seja. Acho que tudo isso é feito para somar.
7.Tem algo gravado,deixe o nome e como adquirir.Mensagem final.
Sim, gravamos no final de novembro, o cd-demo Ensaio. Com alguns sons novos, e alguma coisa que já tínhamos gravado pela Kaos Iminente. Para adquirir é so entrar em contato com a banda.
Quero primeiro, agradecer o espaço para estar falando um pouco sobre nós, e divulgando o trabalho da banda. E agradecer à todos que nos incentivam e apóiam. Sem todos nós, nem banda, nem cena, nada existiria. Forte abraço e UP THE FUCKING PUNKS!
Contatos: www.myspace.com/rawcor
Caixa Postal: 462 – Cep: 95020-972
Caxias do Sul\RS\Brasil
O punx existe pra chocar e agredir a sociedade e não estamos aqui pra agradar ninguém e muito menos para nos conformarmos com essa bosta de sistema.Sistema esse que nos explora e massacra dia após dia,ano após ano,expressamos toda nossa indignação através do nosso estilo de vida anti-social.Agredimos com nossas roupas,formas de pensar,sons,manifestos e tudo aquilo que colocamos pra fora com raiva,buscamos outros meios de sobreviver,meios alternativos por nós mesmos sem governantes ou regras.Fazemos nossa própria mídia independente com zines,gig's,passeatas,colagem de cartazes pelas ruas e etc,lutamos pela liberdade de expressão pois não aceitamos essa condição de pateta que nos é imposta,somos libertários queremos igualdade entre os povos e odiamos a repressão.Escolhemos viver assim do nosso jeito,de um forma sincera e direta e todos os dias somos agredidos pela ignorância do ser humano,como preconceitos e doutrinas que só castram a liberdade e nos causa ódio,muitas vezes somos rotulados como vagabundos ou delinquentes e somos excluídos,mas excluídos por nossa própria vontade porque não fazemos parte dessa porra de sociedade.Somos punx do terceiro mundo,vivemos assim resistindo e sempre fortes para destruir barreiras e preconceitos.Viva a sub-existência do punx!!!!
By Fï Räw Pünx
A cena underground de Araranguá/SC

A nossa cena underground aqui em Araranguá é mais metal.Mesmo assim temos um grupo punk que sobrevive e resiste lutando por seus ideais.
Reunimos uma galera underground onde dá espaço para outras culturas que também são marginalizadas pelo sistema.
Bom,união faz a força todos lutando contra essa suja sociedade capitalista e desigual.Essa cidade é pacata e monótona,mas fazemos o que pudemos para mudar isso,nos juntamos bebemos,escutamos som,trocamos idéias,é isso curtimos juntos.
Aqui mesmo sendo underground ainda somos poucos,mas nossa união e o vínculo de amizade nos torna fortes o suficientes para resistir á hipocrisia dessa porra de sociedade consumista e manipuladora que julga pela aparência,pela situação financeira;que tenta nos fazer de marionetes,aceitar tudo que nos impõem.Lutamos também contra a rotina,a falta de espaço,pois aqui só é oferecido espaço para o que a sociedade ser 'normal',ou seja,aqueles que a sociedade compra para serem hipócritas com ela.Mas em 2009 teve outros eventos fora da city que nos tiraram um pouco da rotina.
Para nós do sexo feminino fica tudo mais complicado,pois minas que tem uma ideologia,que sabe trocar uma idéia por aqui é raridade.A maioria das minas são emos,patys,ou pagas sem idéia nenhuma e cheias de não me toques.Temos sorte quando encontramos uma ou outra que tenha uma idéia massa.Já tivemos um projeto de realizar uma banda de minas,mas a dificuldades financeiras são grandes e encontrar minas interessadas é maior ainda.
Aqui mesmo na nossa city a galera da banda Disprazer promove um evento 'underground' que é o que nos da mais entusiasmo para continuar a corrente.Não importa quanto nossa city é parada e sem opções,o que importa de verdade é que a galera reunida,o resto que se foda,nós fizemos a diferença.A união e o vínculo de amizade é que faz o força por aqui.
By Dëby Victör
Hardcore Chaos Podrão!!
Á qualquer indivíduo que olhe ao seu redor,a vida humana se apresenta complexa e violentada.São menores abandonados,indigentes dormindo sob jornais,debaixo das marquises;pessoas na miséria,crianças desnutridas,pais desiludidos.Não possuem alimentos,casa,roupa e saúde.São oprimidos pela exploração,pelo autoritarismo,pela miséria.Alguns se transformam vítimas de violência,da guerra das perseguições.Muitas pessoas são impedidas de participar das decisões dos direitos delas próprias.Da nossa cultura.Porque tudo isso?O destino assim o quer?é a miséria humana?Antes de tudo,a grande causa da realidade miserável que vemos na nossa sociedade(que é podre)e no mundo é o desrespeito,a violação e a mutilação dos direitos do homem.Se tivéssemos uma sociedade na qual os direitos humanos fossem respeitados e por certo seria assim outra realidade a enxergar.Não há como a sociedade burguesa mudar seus costumes estéticos e morais.Acredito que podemos cada um de nós fazermos por nós mesmos e não esperar nada de quem nunca lhe deu nada.Faça algo por vc mesmo!!!
By Grä
Mais punk que outro?Ou é ou não é!

Não existe o absoluto(pelo menos a nível de existência).Não existindo absoluto não vamos ter certeza absoluta das coisas,então o punx não pode ter certeza de que é um punx completo.Além do mais em todos existem algo exterior e interior que vai contra a si mesmos.Se existisse o absoluto,não precisariam (do meio de outras pessoas) para existirem,existiriam por conta própria,e não estariam abertas para sentirem desejos e vontades.
Aqueles que utilizam o "visual punx" apenas por revolta a sociedade e não se preocupam com a política anarquista,e aquelas que não usam visual mas tem vínculo forte com a causa punx ou com a política anarquista.
Percebe-se que não temos a capacidade teórica e prática em afirmar que as pessoas não são punx:aquelas que utilizam o "visual punx" apenas por revolta á sociedade e não se preocupa com a política anarquista ,e aquelas outras que não usam o "visual" mas tem vínculo com a causa punx ou com a política anarquista.
Também se percebe que não existe o "punx completo",sim aquele que se aproxima mais da idéia e da prática punx.Para reforçar mais ainda porque não existe o "punx completo",podemos dizer:Qual é o ser humano que não precisa se alimentar?Nenhum!com estas perguntas básicas prova-se que não existe o ser humano completo.
O punx por ter praticamente uma existência urbana de dor diariamente com a burguesia e com o consumo que a burguesia oferece.Daí pergunta-se existe algum punx que não consome?Não!existe sim a capacidade de consumir menos.
Tentou-se apenas especular que uma pessoa que não se conhece totalmente e é desarticulado intelectualmente pode afirmar que essa e aquela pessoa é ou não é punx,e achar que ela tem a verdade.
Se ser punx fosse ter fé que é punx estaria explicado,mas teoricamente,o punx tem que ser informado e pensar sobre sua própria informação.
By Salvador/BA









